Low Pressure Fitness – LPF na Diástase

O útero grávido em crescimento não apenas estira os músculos abdominais, como, devido á frouxidão da linha alba e dos retos abdominais separados ele pode deixar um espaço de mais ou menos 1 a 3 cm entre os dois ventres do músculo reto abdominal no final da gestação, chamado de diástase.

Essa alterações é muito comum principalmente em mulheres que já tiveram mais de uma gestação e ela gera muito desconforto estético e leva as mulheres a buscar as mais diversas maneiras para reverter a situação.

A involução do útero (após o parto) geralmente termina em cerca de catorze dias, mas os músculos abdominais podem levar seis semanas para retornar ao estado pré-gestacional e seis meses até que a força total retorne (Thomson et al, 1994).

Porém, muitas vezes na ânsia de resolver o problema, soluções não adequadas são adotadas como excessos de abdominais e atividade física pesada o que acaba agravando a diástase, causando dores nas costas e até hérnias.

Vale ressaltar que a parede abdominal é composta pelos músculos reto do abdômen, oblíquos internos e externos, e transverso. Estes músculos fazem parte da estabilização do nosso tronco e são formados predominantemente de fibras do tipo I (69%), enquanto que de tipo IIb apenas dispõe de uma percentagem aproximada de 3% (Caix, Outrequin, Descottes, 1982). Ou seja, são musculos mais resistente a fadiga e que precisam estar ativos durante todo o nosso dia para manter principalmente nossa postura ereta, em pé e antigravitacional. Eles não precisam de peso, precisam de resistência.

O LOW PRESSURE FITNESS (LPF) é um método global que utiliza de técnicas como o abdominal hipopressivo, a reeducação postural global, os alongamentos miofasciais juntos e baseados nos princípios da neurodinâmica para trabalhar principalmente os músculos do core (músculos abdominais) e o principal, sem sobrecarregar estruturas importantes, como o assoalho pélvico da mulher que no período pós parto, se encontra frágil e tudo o que ele menos precisa é de mais pressão.

Mas como o LPF atua na diástase?

Durante a execução do LPF acontece uma tração excêntrica (o músculo e o tecido conjuntivo são esticados, alongados) ocorrendo dessa maneira a reaproximação do reto abdominal. Esta tração excêntrica estimula a produção de colágeno e elastina, estimulando assim a regeneração do tecido enfraquecido na linha alba, mantendo esses músculos mais próximos e ativando músculos profundos como o transverso do abdome que tem uma importante função no acinturamento.

Pelo conceito em cadeias miofasciais, também tracionam o assoalho pélvico para cima, reposicionando os órgãos internos, trabalhando a resistência da musculatura, prevenindo e muitas vezes tratando incontinências e melhorando o desempenho sexual.

Tudo o que uma mulher no período pós parto necessita.

Escolhas certas fazem toda diferença neste período.

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TEXTO ORIGINAL lpfbrasil.com.br

Gravidez: exercício físico deve fazer parte da rotina de todas as mães

Mesmo das mulheres que não levavam uma vida ativa. De acordo com o estudo, a frequência ideal para a prática de atividades físicas é de 4 a 5 vezes por semana

Acabaram as desculpas. Pesquisadores espanhóis da Universidade Camilo José Cela, de Madri, constataram que a prática de exercícios físicos durante a gestação pode  – e deve! – ser feita por todas as mulheres, mesmo aquelas acostumadas a levar uma vida sedentária. Outro estudo, publicado no começo do ano no periódico Obstetrics & Gynecology, já havia indicado que as atividades físicas podem ser realizadas por grávidas saudáveis desde o início até as últimas semanas de gestação.

Levando uma rotina que inclua de exercícios de intensidade moderada nessa frequência indicada, há menos chances de ganho de peso excessivo das gestantes, assim como de desenvolver diabetes gestacional e pré-eclâmpsia. A prática de atividades físicas reduz também o risco de incontinência urinária, de flacidez pélvica e de dor nas costas. Além disso, quando a grávida segue uma rotina de exercícios com regularidade, o bebê tem menos chances de nascer macrossômico, isto é, pesando mais de 4 quilos. 

Vale lembrar também que, quanto melhores são as condições de saúde da mãe, menos provável é a indicação de cesárea.  “Mas, independente do tipo de parto escolhido pela mulher, é muito importante fazer exercícios que possam fortalecer o assoalho pélvico. Isso porque, conforme o bebê vai crescendo dentro da barriga, ele começa a pesar sobre a região perineal e, no futuro, a pelve pode ficar mais frouxa, levando a mulher ter problemas de incontinência urinária”, explica a obstetra e ginecologista Heloisa Ferreira Brudniewski, de São Paulo (SP).

Normalmente, recomenda-se para as gestantes atividades na água, graças à redução do impacto e porque não há risco de a mulher perder o equilíbrio e cair, por exemplo. Além da hidroginástica, que é um exercício clássico para gestantes, a natação também é ótima. Atividades com mais impacto também podem ser realizadas, desde que a grávida esteja acompanhada por um profissional especializado e que o exercício seja adaptado à sua nova condição. Por exemplo, uma mulher que corre maratonas precisa diminuir o ritmo. Mas não precisa necessariamente parar de correr se estiver tudo bem.

Mas todas as grávidas podem?

São poucas as condições que inviabilizam a prática de exercícios físicos durante a gestação. E, normalmente, não se trata de uma doença anterior da mulher, e, sim, de algum problema ou risco particular àquela gestação. Se a gestante teve, por exemplo, sangramento vaginal com descolamento da placenta, encurtamento do colo uterino, ou se entrou em trabalho de parto prematuro, a prática de atividades físicas é desaconselhada por aumentar o risco de o bebê nascer antes da hora.

Vale lembrar também que, uma vez autorizada pelo obstetra, a prática de exercícios traz benefícios que não se limitam ao físico. Quando a mulher se exercita, o corpo libera uma série de hormônios que provocam bem-estar, as chamadas endorfinas. Elas melhoram o humor,  reduzem o estresse e isso se estende também ao bebê, uma vez que cai na corrente sanguínea da mãe, por meio da placenta chegará até ele. “Além disso, a mulher que pratica atividades físicas tem mais confiança no próprio corpo, mais controle, é mais autoconsciente. E isso faz toda diferença na hora do parto, porque a deixa muito mais segura”, explica Heloisa.

texto original. http://women https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Vida-de-gravida/noticia/2017/09/gravidez-exercicio-fisico-deve-fazer-parte-da-rotina-de-todas-maes.html shealthbrasil.com.br